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A diferença entre organizar uma viagem e viajar é enorme. Em alguns casos, a empolgação não é a mesma quando se entra no avião, no carro, ônibus ou trem. Comigo isso sempre acontece. E dessa vez não foi diferente. A ida para os Bálcãs foi planejada em 2014, quando visitei a Croácia e a Eslovênia. Na ocasião, também iria para a Bósnia, mas acabei desistindo. O medo de avião foi o motivo. Ao voltar para o Brasil, imaginei que a ideia de regressar à região e ficar por mais tempo seria interessante para o projeto Sociedade Dividida, que comecei a arquitetar no início daquele ano, quando visitei Belfast, na Irlanda do Norte, e a Palestina.

No fim de 2015, já morando em Portugal, decidi visitar Belgrado, na Sérvia, fortemente bombardeada pela OTAN, durante a Guerra do Kosovo, em 1999. A partir daí, a antiga Iugoslávia entrou na mira do projeto. Nessa época, já com o primeiro livro lançado, sobre a Palestina.

Em março de 2016, fui para a República do Chipre e para a República Turca do Chipre do Norte (um estado autoproclamado só reconhecido pela Turquia), onde fotografei uma zona entre os dois países, sob o domínio da Organização das Nações Unidas. Não chegou a ser uma fase do Sociedade Dividida, já que não houve nenhum tipo pesquisa mais aprofundada, ou mesmo entrevistas. O objetivo era ter material para uma exposição.

A ideia do segundo livro foi aumentando e o problema se resumia a uma questão: para onde ir? Basicamente eram três opções: voltar ao Chipre, onde já havia uma base para desenvolver. Voltar a Belfast, na Irlanda do Norte, onde tive o primeiro insight do projeto, e pesquisar sobre as diferenças entre católicos e protestantes. Ou ir para a antiga Iugoslávia e entender os motivos que levaram ao colapso do país, na década de 90, após quase 40 anos sob o comando do Marechal Josip Broz Tito e passados outros 10 anos, após sua morte, com nacionalismos cada vez mais intensos. Optei pelo terceiro. Sem dúvida, o mais difícil e que demandaria mais tempo. A ideia aqui é contar um pouco da Iugoslávia desde a morte de Tito, em 1980, até os dias de hoje. O resultado é o que está a seguir. Não é um livro de história, muito menos pretende ser. É um relato das impressões que tive durante 25 dias nos Bálcãs.

 

Raphael Lima é fotojornalista, pós-graduado em Crise e Ação Humanitária. Criou o Sociedade Dividida em 2015, mesmo ano em que lançou o primeiro livro do projeto, sobre a Palestina. Atualmente vive em Lisboa.

 

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7 de dezembro de 2017